Sete dicas para se reformar mais cedo

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SOURCE: http://saldopositivo.cgd.pt/quer-reformar-se-cedo-siga-nossas-sete-dicas/

Se não quer esperar pelos 66 anos e dois meses para se reformar, saiba o que deverá ter em conta antes de tomar a decisão de aposentar-se.

 

1. Mentalize-se: Terá de fazer um complemento de poupança para a reforma

Se há um ponto em que quase todos os economistas estão de acordo é o de que, no futuro, os consumidores para conseguirem manter o seu nível de vida após a aposentação não poderão confiar unicamente na pensão paga pela Segurança Social. Isto porque o aumento da esperança média de vida e os riscos que existem sobre a sustentabilidade da Segurança Social (fruto de haver cada vez mais beneficiários e menos pessoas a descontar para o sistema) têm levado os últimos Governos a introduzir alterações na fórmula de cálculo das pensões, a travar o acesso às reformas antecipadas e a aumentar progressivamente a idade de acesso à reforma.

Segundo as previsões do estudo Pensions Outlook 2014, da OCDE, divulgado em dezembro do ano passado, um trabalhador português que tenha entrado no mercado de trabalho em 2012 e ganhe um salário médio, quando se reformar o valor da sua pensão será 32% inferior ao seu salário. Tendo em conta todas as projeções é, pois, imperativo que todos cidadãos construam ao longo da sua vida um complemento de poupança para garantir que terão uma velhice confortável. No caso das pessoas que queiram reformar-se mais cedo este ponto é ainda mais crucial já que as reformas antecipadas são alvo de penalizações.

 

2. Reforma antecipada: Saiba qual é o impacto das penalizações

Se o seu objetivo é reformar-se antes da idade legal ( que em 2016 é aos 66 anos e dois meses) não se esqueça que o valor da pensão que irá receber da Segurança Social poderá ser bastante inferior àquele que receberia se optasse pela aposentação apenas aos 66 anos e dois meses. Isto acontece porque as reformas antecipadas são alvo de penalizações e de cortes por via da aplicação do fator de sustentabilidade.

Apesar de neste momento as reformas antecipadas estarem parcialmente congeladas para o setor privado, aqui fica um exemplo generalista que ajuda a visualizar o impacto que estes cortes têm no valor das pensões antecipadas. Imagine, por exemplo, o caso de uma pessoa que neste momento tem 61 anos. Se este cidadão optar por pedir a reforma agora, a sua pensão irá encolher 31% por via da aplicação das penalizações. Sobre o valor apurado depois das penalizações, este beneficiário terá ainda de contabilizar um corte adicional de 13% por via da aplicação do fator de sustentabilidade

 

3. Faça as contas ao dinheiro que vai precisar

Se quer aposentar-se mais cedo do que aquilo que a lei permite, o primeiro passo a dar é fazer contas e perceber quais os montantes que tem na sua conta e aqueles que vai necessitar para manter o seu nível de vida depois de deixar emprego. Para isso, é importante ter uma estimativa das despesas que prevê vir a ter no futuro. Não se esqueça, por exemplo, que os gastos com os cuidados médicos tendem a aumentar à medida que a idade avança. Com base nestas estimativas conseguirá então identificar qual o valor que precisa de amealhar ao longo da vida para garantir uma velhice confortável.

 

4. Comece cedo

Quanto mais cedo começar a poupar para a reforma, menor será o esforço que terá de fazer ao longo da sua vida para conseguir construir um pé-de-meia para a sua velhice. Imagine, por exemplo, que inicia um plano de poupança com o objetivo de conseguir construir um complemento para a velhice na ordem dos 100.000 euros. Se começar do zero aos 30 anos e poupar mensalmente 143 euros, aos 60 anos atingirá o seu objetivo de poupança. Isto pressupondo que o seu dinheiro está alocado num instrumento financeiro que lhe rende em média 4% ao ano. Se apenas começar a poupar aos 45 anos, para conseguir atingir os 100 mil euros de poupança ambicionados aos 60 anos então terá que poupar todos os meses 405 euros.

Por isso mesmo, é fundamental criar desde cedo hábitos de poupança vocacionados para este objetivo de longo prazo. No entanto, esta tarefa não é fácil: ao longo da vida vão surgindo sempre outros objetivos (como a compra de uma casa, a troca de um carro, a educação dos filhos) que costumam ser prioritários para a canalização das poupanças das famílias. Ou seja, a poupança para a reforma requer uma disciplina extra. Para ajudá-lo nesta tarefa poderá, por exemplo, definir que todos os meses uma determinada quantia é transferida automaticamente da sua conta à ordem para um PPR.

 

5. Aprenda a investir

Para que o seu dinheiro cresça e se multiplique ao longo do tempo é fundamental não só poupar mas também saber onde aplicar as suas poupanças. E neste campo a primeira regra de ouro é escolher um produto financeiro que lhe ofereça uma remuneração acima da inflação, caso contrário estará a perder dinheiro.

Por exemplo, imagine que tem hoje uma poupança no valor de 15.000 euros e que durante 30 anos mantém este montante parado numa conta à ordem (sem render qualquer tipo de juros). Quando for levantar esse dinheiro daqui a três décadas, os seus 15.000 euros valerão na realidade apenas 8.280 euros porque durante este período o custo de vida aumentou e o seu dinheiro perdeu valor.

Existem no mercado vários produtos de poupança e investimento vocacionados para a reforma. Além dos tradicionais PPR (que podem ser feitos sob a forma de um seguro, fundo de investimento ou fundo de pensões) poderá ainda construir o seu complemento subscrevendo os certificados de reforma (geridos pelo Estado), investir nos ‘target funds’ (fundos de investimento cuja política de investimentos acompanha o ciclo de vida dos investidores), ou construir a sua própria carteira de fundos de investimento ou de ações com este propósito.

As escolhas que fizer são fundamentais pois elas ditarão a forma como o seu dinheiro irá multiplicar-se ao longo do tempo. Outro ponto importante é saber qual é a dose de risco a que deverão estar sujeitas as poupanças vocacionadas para a reforma. Não existe uma resposta certeira a esta questão dado que a seleção dos investimentos dependerá sempre do perfil de risco de cada investidor. Ainda assim, como as estratégias de investimentos para a velhice são normalmente estratégias de longo prazo isso significa que se estiver a duas ou três décadas da reforma poderá correr mais riscos de investimento do que se estiver a cinco anos da aposentação – pois se existir uma perda de capital, ainda terá tempo para recuperar. Desta forma, o nível de exposição ao risco dos investimentos deverá diminuir à medida que se aproxima a idade da reforma.

 

6. Escolha o melhor ‘timing’ para deixar o seu emprego

A menos que ganhem o Euromilhões, a maioria das pessoas não pode simplesmente decidir que vai deixar de trabalhar de um dia para o outro. E mesmo que consiga amealhar um complemento de poupança para a velhice elevado, a decisão de largar o emprego deve ser bem ponderada. Por exemplo, se ainda tem os seus filhos a seu cargo ou se ainda falta muito tempo para saldar a dívida do crédito à habitação, provavelmente, esta ainda não será a altura ideal para aposentar-se, já que o nível de despesas fixas que tem de suportar ainda é elevado. É preferível tomar esta decisão numa altura da vida em que as suas obrigações financeiras são menores.

 

7. Saiba gerir o seu dinheiro após a aposentação

Se conseguir atingir o seu objetivo de reformar-se cedo, uma das recomendações que os especialistas dão é saber delinear uma estratégia de gestão do complemento de reforma amealhado para garantir que as poupanças duram o mais tempo possível. A regra é: quanto mais cedo se reformar menor deverá ser a percentagem da poupança a resgatar por ano.

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