DRE, resultados, lucros e prejuízos.

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SOURCE: http://contabeissemsegredos.com/dre-resultados-lucros-e-prejuizos/

Como já vimos em outro artigo, o Ativo é onde em contabilizo todos os meus bens e direitos, enquanto que no meu Passivo estão classificadas as minas obrigações., onde juntos do Patrimônio líquido forma-se o Balanço Patrimonial.

No entanto, quando comparamos tudo o que nós temos (ativo) versus tudo que nós devemos (passivo), temos um valor final que demonstra o que a empresa teve de sobra após pagar todas as suas dívidas  (lucro) ou ainda o que ela ficou devendo, após apurar tudo o que ela produziu (prejuízo). O demonstrativo em que nós realizamos a apuração do resultado da empresa  é o tema de nosso artigo de hoje.

Demonstrativo do Resultado do Exercício

O DRE é o demonstrativo utilizado para que uma empresa possa apurar se obteve lucro ou prejuízo ao final de um determinado período. Nela é confrontado todos os valores das contas de resultados que são as contas onde são apuradas receitas, despesas, custos dentre outras contas.

Sua estrutura é composta de contas que demonstram as entradas de recursos financeiros da empresa versus suas saídas. Se uma empresa conseguiu vender R$ 100,00 em produtos, por exemplo, e gastou R$ 60,00 para fabricar esse produto e realizar sua venda, ao final do período teremos um lucro de R$ 40,00, ou uma margem de 40%  de lucro sobre vendas (resultado final dividido pelo valor original da venda). Vamos à sua estrutura:

Legenda:

(+) Valor positivo/entrada de recursos.

(-) Valor negativo/ saída de recursos.

(=) Resultados obtidos.

1 – Receita Bruta de Vendas (+):

Nesta conta são apuradas todas as vendas de produtos e/ou prestações de serviços que uma empresa realizou durante o período. Esta conta é conhecida também como faturamento bruto ou apenas receita bruta

2 – Deduções das Vendas (-):

Aqui vem os valores que diminuem a receita de vendas, como impostos sobre as mercadorias (IPI, PIS, ICMS, Cofins) vendidas/serviços prestados, descontos dados aos clientes, vendas que foram devolvidas, reversão de impostos sobre as vendas e abatimentos concedidos sobre as vendas.

3 – Receita de vendas líquidas (=):

Conhecida como Faturamento líquido, esta conta demonstra quanto a empresa de fato ganhou se descontarmos os valores citados no item 2.

4 – Custos sobre vendas (-):

Esta conta é conhecida comumente como CMV ou CPV (custo da mercadoria vendida ou custo do produto vendido) em casos da venda de produtos e mercadorias ou CSP (custo do serviço prestado) quando em empresas prestadoras de serviços. Nela são registrados os valores que foram gastos para a venda do produto e da mercadoria em si, como valores utilizados em fretes, seguros sobre matéria-prima, estocagem em terceiros e etc.

5 – Resultado Operacional Bruto (=):

Nesta conta descobre-se o valor que a empresa obteve puramente na venda de suas mercadorias, sem a mensuração de gastos com imposto de renda, despesas administrativas, despesas com bancos e etc.

 

6 – Despesas (-):

Na conta de despesas, são contabilizados os valores gastos para a manutenção das atividades da empresa, sendo eles:

a) Despesas com depreciação: valor apurado na baixa contábil do imobilizado da empresa.

b) Despesas comerciais: valores apurados com gastos na parte comercial como comissões pagas aos vendedores, custos com marketing e propaganda dentre outros.

c) Despesas administrativas e gerais: gastos com salários da parte administrativa, alugueis, contas como água, luz, telefone, dentre outros gastos gerais.

d) Despesas financeiras: gastos com juros pagos aos bancos, descontos de duplicatas, variações negativas monetárias em moedas estrangeiras e etc.

e) Outras despesas: gastos com equivalência patrimonial, ajustes nos valores patrimoniais e outros gastos que não se enquadrem nas despesas citadas acima.

7 – Receitas (+):

a) Receitas financeiras: ganhos monetários com variações positivas de moeda estrangeira, descontos obtidos junto a bancos e etc.

b) Outras receitas: ganhos não recorrentes ou extraordinários à atividade da empresa como venda de sucata, materiais em desuso e etc.

8 – Resultado operacional líquido (=)

Nesta conta é apurado o resultado da empresa após a contabilização de gastos administrativos, financeiros e demais gastos, dando ao stakeholder o conhecimento de quanto a empresa lucraria tomando por base suas operações.

9 – Imposto de renda e contribuição social (-):

Aqui são apurados os impostos sobre as atividades da empresa no que tange o IR (imposto de renda) e a CSLL (contribuição social sobre lucro líquido).

10 – Lucro Líquido (=):

Por fim chegamos ao valor do lucro da empresa após a apuração de todas as receitas obtidas em confronto com todos os gastos dispendidos nas operações da companhia. Com base no lucro líquido podemos ter uma base de quanto rentável a empresa é. Esta conta também é conhecida como Resultado Líquido.

Importante!

Todas as contas de uma DRE devem ser apuradas pelo regime de competência, quando todas as contas são registradas no momento em que ocorrem e não na data de seu pagamento, segundo o princípio da oportunidade. Deve-se adotar este modelo uma vez que, caso fosse apurado somente as saídas de dinheiro da empresa, os pagamentos e recebimentos estariam descasados e não seria possível mensurar a situação econômica da empresa no momento correto.

Imagine que eu vendi um produto à vista, porém só vou precisar pagar o salário dos meus funcionários daqui a 30 dias. Nesse caso, se eu encerrasse minha DRE hoje, eu teria um lucro maior do que o real sem a contabilização das despesas incorridas, trazendo informações falsas as pessoas que fossem analisar meu balanço patrimonial.

Para que serve uma DRE?

Quando uma empresa apresenta sua DRE de forma correta, ela dá diversas informações a todos os que possam se interessar nas finanças da companhia, conhecidos como stakeholders. Ela dá ao administrador da empresa uma dimensão de como está a evolução das vendas, mostra se houve um adequado controle de custos, evidencia o tamanho dos gastos da empresa com a parte administrativa, com a parte tributária, despesas financeiras e etc.

Já para os investidores, a DRE mostra aquilo que mais importa a qualquer detentor de uma ação ou participação na empresa, o Lucro! Através da DRE o investidor consegue mensurar qual foi o valor gerado pela empresa e qual será sua parte neste resultado.

Para os bancos, o demonstrativo mostra o quão eficiente é a empresa e pode-se calcular também a possibilidade dela em devolver o dinheiro tomado emprestado para girar suas atividades. O cálculo que o banco faz é chamado de alavancagem, a apuração do EBITDA versus a Dívida Líquida para saber por quantos anos a empresa precisa continuar operando para pagar suas obrigações.

Então é isso!! Agora você conhece a estrutura de uma DRE, seus usos e importância!

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